DAF estreia no mercado brasileiro de caminhões e promete acirrar disputa entre fabricantes



Com a inauguração de sua fábrica prevista para meados de 2013 em Ponta Grossa, no Paraná, a DAF Trucks deixou o seu recado na apresentação oficial feita na manhã de hoje à imprensa antes do início da Fenatran: Ela veio para competir forte no segmento de caminhões e motores Premium.
Com muita tradição no mercado europeu (iniciou suas operações em 1932), onde obteve 15,2% de participação no segmento de caminhões acima de 15 toneladas em 2010, a DAF quer na próxima década conquistar, no mínimo, 10% do mercado brasileiro. “São números modestos e realistas, e queremos vender somente mil caminhões no primeiro ano de operação”, explicou Marco Antonio Davila, presidente da DAF Caminhões Brasil.
A partir de janeiro de 2012, a empresa pode começar a trazer via importação caminhões de sua linha XF para atender os primeiros pedidos brasileiros. Porém, não há nada definido, principalmente por conta do aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que começará a ser aplicado em fevereiro de 2012. “Espero que esse índice de 30% de acréscimo caia, pois isso inviabiliza nossos negócios”, diz Davila.
Mas como a DAF garante que veio para ficar, ela anuncia que oferecerá no Brasil uma linha completa de veículos, apresentando a opção correta para cada aplicação. “Os veículos da DAF serão fabricados no Brasil. Quando a fábrica em Ponta Grossa entrar em operação em 2013, a produção terá início com o XF105, imediatamente seguida dos modelos CF, e depois pela série de distribuição LF”, diz Davila.
Quanto à rede de concessionárias, a fabricante tem planos de estabelecer uma rede de 25 parceiros no Brasil nos próximos anos, com cobertura de cerca de 100 locais.
Na Fenatran

Em seu estande na rua L90 do Anhembi, a DAF exibe sua linha completa de veículos: o LF, CF e XF. O DAF LF foi projetado para distribuição urbana e regional, e a versátil série CF para uma grande variedade de aplicações. A série CF está disponível em configurações truck e rígidas com 2, 3 e 4 eixos, com acionamento simples ou duplo.
O XF105 estará disponível como cavalo mecânico 6×2, com eixo acionado Meritor e eixo de arraste Suspensys, e como cavalo mecânico 6×4, com eixos tandem de redução simples ou dupla, Meritor. Esses modelos terão freios a tambor nos eixos dianteiros e traseiros e, opcionalmente, um sistema de freios pneumáticos com ABS. O XF105 tem um motor Paccar MX de 12,9 litros de última geração, em conformidade com a especificação Euro 5, com potências de  410 a 510 HP. O câmbio padrão será um ZF manual de 16 velocidades, tendo câmbio automático AS-Tronic como opcional.
Outra atração do estande é a linha completa dos modernos motores a diesel de quatro e seis cilindros, com volumes de 4,5 a 12,9 litros e potências de 140 a 510 cavalos. Todos esses motores atendem à norma de emissões Euro 5.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Foton vai atacar prioritariamente segmento de 3,5 toneladas




Os caminhões da chinesa Foton chegam ao Brasil pelas mãos de uma empresa nacional criada exclusivamente para comercializar no País a linha de caminhões leves da marca. No comando da Foton Aumark do Brasil está Luiz Carlos Mendonça de Barros e seu filho Ricardo Mendonça de Barros, que assume o papel de diretor comercial e também de pós-venda.
A briga da Foton vai ser no segmento de leves acima de 3,5 toneladas e vai encontrar pela frente concorrentes já consagrados no mercado como Volks, Ford, Iveco e Mercedes-Benz. Na Fenatran a empresa apresentou três modelos da linha Aumark (1031, 1051 e 1089), com PBT de 3,5, 6,5 e 8,5 toneladas, respectivamente.
De acordo com Ricardo Mendonça de Barros a versão semileve de 3,5 toneladas será o “carro-chefe”. “Vamos atuar mais fortemente neste segmento por entendermos que há ainda muito espaço a crescer”. Já o pai, Luiz Carlos, é mais categórico: “É inadmissível que um cliente espere até 90 dias para ter um caminhão leve, seus negócios não podem esperar este tempo”.
A empresa comandada por pai e filho não está para brincadeira: R$ 30 milhões foram investidos na importação de 200 caminhões, contratação e treinamento de equipe e na abertura de três concessionárias da marca (todas no entorno da cidade de São Paulo). “Até o final do ano inauguramos uma na Via Anchieta e outras duas em Guarulhos e Várzea Paulista”, disse Luiz Carlos.
Mas os planos mais ambiciosos da Foton são para o ano que vem: “Fecharemos 2012 com dez revendas entre Rio de Janeiro e São Paulo”, ressalta o presidente da Foton. Para Cícero Marques Carvalho, gerente de pós-vendas, profissional com sólido conhecimento do mercado, pois trabalhou por 25 anos na Mercedes-Benz, a estratégia é oferecer um serviço de pós-venda exemplar nestas duas cidades “vitrines” para, em seguida, partir para os demais mercados em todas as outras capitais brasileiras.
E não serão apenas veículos importados. A fábrica, cuja construção está inicialmente prevista para começar em 2016, terá pedra fundamental lançada em 2015. “A produção será inteiramente responsabilidade da Foton China e quando isso acontecer nossa empresa ficará com toda a comercialização”, explica Luiz Carlos.
Já no ano que vem a Foton Aumark Brasil espera a comercialização de dois mil veículos no País. Contudo, no médio prazo, para mais três anos, a marca espera abocanhar 15% do mercado nacional de veículos leves. É, sem dúvida, uma marca que merece muita atenção. A empresa é nova na China, foi criada em 1996, mas já vendeu mais de três milhões de veículos e, só no ano passado, chegou à marca de um milhão de veículos comercializados.
O caminhão tem jeito e cara de chinês, mas seu propulsor é velho conhecido dos brasileiros: o engenho é um Cummins ISF 2.8, com intercooler e sistema de injeção eletrônica Common Rail Bosch. As potências serão de 105 cv para o semileve de 3,5 toneladas, 140 cv para o modelo de 6,5 toneladas e 150 cv para o maior, de 8,5 toneladas. Este último, por ser importado, não pode contar com a ajuda financeira do Finame, mas, de acordo com Luiz Carlos, não está descartada uma parceria com alguma forte instituição financeira chinesa que poderá oferecer taxas nas mesmas condições.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Sinotruk apresenta sua linha Premium na Fenatran e anuncia que vai produzir caminhões no Brasil



Joel Anderson, diretor geral da Sinotruk Brasil, não quer, nem pode, dar detalhes, mas deixou bem claro: “Este aumento do IPI para os importados antecipou os planos da Sinotruk de montar uma fábrica no Brasil”. De acordo com o executivo os planos estavam fechados para 2015, “mas a fábrica será agora”.
Ainda não bateram o martelo do local da planta mas, para garantir, um terreno de 275 mil metros quadrados foi comprado nos arredores de Curitiba. Difícil imaginar que tamanha área seja para abrigar uma revenda. “É muito prematuro falar agora da nova fábrica, podemos, inclusive, buscar um espaço maior”, afirma Anderson.
Os caminhões serão montados, a princípio, em regime de CKD para, gradativamente, atingirem o índice mínimo de 60% de itens nacionalizados. Anderson prefere não falar de prazos, mas assegura que o plano é chegar a este índice, que garante acesso ao Finame, “o mais breve possível”.
A Sinotruk aproveitou a Fenatran para apresentar em seu estande sua família de caminhões extrapesados A7, mais bem acabados, com foco nos veículos “Premium”. Os pesadões Howo, que desbravaram o mercado nacional, serão mantidos. “Os Howo serão os veículos de entrada da marca”, ressalta Joel.



A família A7 chega para atender as três principais versões do mercado brasileiro: 4×2, 6×2 e 6×4. A motorização leva a grife Sinotruk ainda pouco conhecida dos transportadores, mas são engenhos de 12 litros, atendem a legislação Euro 5, contam com injeção eletrônica common rail e oferecem duas opções de potências: 420 cv e 460 cv.
Com os caminhões A7, a Sinotruk também vai oferecer câmbios mecânicos e automatizados, freios a disco nas rodas traseiras e a tambor na dianteira. O freio motor não oferece a maior potência do mercado, ficando entre 230 a 250 cv e o sistema conta com a combinação entre ABS e ASR (dispositivo que evita deslizamento).
Esqueça o acabamento interno mais espartano dos modelos Howo. O habitáculo dos pesadões da família A7 foi desenhado por estúdios italianos de alto design e, verdadeiramente, entregam conforto e eficiência ergonômica. Destaque para a predominância das cores bege, em couro, contrastadas por preto. Serão, com certeza, os “Premium” de entrada deste seletivo mercado.
O preço ainda não foi divulgado, até porque a comercialização destes produtos está prometida apenas para abril do ano que vem. Até lá, há muito Howo Euro 3 no estoque das 30 revendas da marca, “livres do aumento de IPI” . Em tempo: até o final deste ano (só faltam dois meses) mais 12 revendas da marca serão inauguradas.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Posição do governo federal pode ser decisiva nos rumos da Shacman no Brasil



A Shacman anunciou hoje na Fenatran o lançamento de cinco veículos desenvolvidos especialmente para o mercado brasileiro, sendo três cavalos mecânicos e dois caminhões chassi, com foco no segmento rodoviário e fora de estrada (off road). Mas o recente aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) esfriou os planos de investimento no Brasil, principalmente o início da construção da primeira fábrica da Shacman no Brasil.
“No meio do processo de implantação, veio o aumento do IPI. É claro que há alterações no planejamento de qualquer empresa. Foi alegado pelo governo federal que isso se tratou apenas de uma proteção à indústria brasileira, e não de uma barreira aos estrangeiros. O governo acena com uma regra de transição para aqueles que querem produzir no Brasil. E estamos esperando que essas regras sejam postas, para redefinirmos nosso planejamento”, disse Rodrigo Teixeira, Diretor Executivo da Shacman.
Teixeira enfatizou que a empresa (e seus investidores chineses e brasileiros) ainda apostam no mercado nacional. “A decisão de produzir e construir no Brasil está tomada. Isso não afetou, principalmente, o respeito dos nossos investidores pelo mercado brasileiro”, diz o executivo da fabricante chinesa.
Os caminhões

A Shacman trabalha há seis anos no desenvolvimento de seus caminhões para o mercado brasileiro, e investiu nesse período cerca de US$ 20 milhões em desenvolvimento do produto. Enquanto a fábrica no Brasil não ficar pronta, os caminhões saem da linha de produção da chinesa ShaanxiAutomobileGroup.
O carro-chefe do estande na Fenatran é o TT 420 6×4, idealizado para tracionar composições duplas, como bitrens. Há ainda os cavalos mecânicos TT 385 6×4 e TT 385 4×2. Na linha de caminhões chassi, está exposto o LT 385 6×4 (Cabina e Chassi) e o DT 385 6×4 (Basculante), e voltados para aplicações em construção, mineração, transporte de cana e madeira.
Vendas e pós-vendas
“Começamos a comercializar oficialmente a partir de 1º de janeiro de 2012. Já temos um Centro de Distribuição de Peças em Recife/PE (que aguarda a chegada de peças da China) e um centro logístico de peças em Boituva/SP. A partir de janeiro, sete concessionárias começarão a operar nas cidades de Recife/PE, Natal/RN, Fortaleza/CE, Boituva/SP, São Paulo/SP, Santos/SP e Rondonópolis/MT. Teremos uma oitava revenda em Santarém/PA, prevista para funcionar em meados de 2012”, resume João Capussi, diretor comercial.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Hyundai apresenta caminhão leve HD78



A Fenatran 2011 foi escolhida para ser o lançamento oficial da principal novidade da Hyundai: o caminhão leve HD78, produzido na fábrica da Hyundai Caoa, em Anápolis/GO.
A exposição do HD78 no estande traz um modelo com baú refrigerado e outro com uma com plataforma de veículos. Há ainda uma versão cabine chassi. O caminhão, que hoje é vendido com motorização Euro 3, custa R$ 95.000,00 (Ano 11/12). Segundo a Assessoria de Imprensa da empresa, a partir de janeiro de 2012 o leve virá com motor Euro 5.
Junto com o HD, há quatro unidades da caminhonete HR, veículo de transporte de cargas também produzido na fábrica de Goiás. Os veículos foram implementados de diferentes maneiras, e há configurações com baú refrigerado, ambulância, lanchonete e com baú de carga seca com porta rollup, utilizado por lojas de móveis devido à grande facilidade de carga e descarga em espaços pequenos.
O HR está sendo vendido na cor branca por R$ 57.250,00, e na cor prata por R$ 58.250,00, ambos Ano 2011/2012.

Fonte: Brasil Caminhoneiro